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quarta-feira, março 2

Arte visual

Há imagens que falam por si mesmas.


Mas eu ainda prefiro Gears of War - long live Xcaixa!


Edit:



Como eu disse, a imagem é legalmente valiosa. Pensem nisso.

sábado, fevereiro 12

Dia de Juízo 7

Protetores de calcinhas!





O Phil e o Amendoim são as persoangens mais geniais da história nonsenso-televisiva da história!

domingo, outubro 3

Entre pelejas e palavras

Pois bem, hoje é meu aniversário.



                                                                         Foda-se.



Esse texto tem como proposta não entoar antífonas sobre minhas conquistas em vida, mas sim mostrar como, após tantos anos, descobri ferramentas que permitiram às minhas opiniões serem soberanas entre tanta opiniões outras, diversas e imbecis. Hoje faço anos e estou mais perto de me tornar, talvez, um comunicador competente. Ser um profissional da retórica demanda seguir certos preceitos, e gostaria de comaçar falando de um bem importante:


1 - Promova seu pênis



Você fez aquele curso de arranjos florais em porcelana perfumada? Não tenha medo de usá-lo como argumento para comer alguém. As pessoas se assustam com currículos extensos, e, quanto mais inusitados, melhor. Ninguém mais liga se o avaliado fala 3 idiomas, cursou 2 faculdades, tem 1 euPod e nunca comeu ninguém. Agora, experimente dizer que sua prima é casada com um ex-BBB; cite, sem referências, quantos orgasmos um porco atinge durante um único ato sexual; fale ainda sobre aquela arte marcial que você pratica há meses, mas nunca aprendeu nada, e mostre as posições de Kama-Sutra que o sensei jura ser um kata.

Vulgarmente, mostre o quão grande é o seu pênis. Metafóricamente not. Porém, algumas vezes vão tentar te convencer do contrário. O que nos leva à segunda lição, que é:

2 - Aprenda a argumentar



O homem é um ser escroto político. Ele é o hamster lobo dele mesmo. Ele quer sempre transar tirar vantagem das situações.

Esses aforismos aparentemente universais são, na verdade, universais mesmo. E para não ser engolido pelo próximo, você tem que aprender quando atacar e quando socar narizes. Portanto, nunca assuma uma posição submissa diante daquele que quer te convencer de certa visão de mundo; ele estará errado, sempre. O mundo tem o nosso lado, que é branco, e o lado dos outros, que é preto. Qualquer nuance de cinza é sinal de que você está usando argumentos fracos ou pouca violência. E violência é um ótimo argumento:

Caso nem pênis nem palavras forem capazes de resolver a situação...
3 - Parta para a ignorância desmedida



Poder.

Todo homem o almeja, aspira ter poder. Se sobrepor. A vida ensina essa ambição de forma dura: você só percebe que precisa de poder quando descobre que não o tem. Ele te faz assumir o verdadeiro papel do hamster lobo. Quando não o alcançamos através do berço ou da retórica, há apenas uma saída.

Violência.














Termino esse texto de uma forma um pouco mais séria: quando se oprime um ser até o ponto em que suas opções são a morte ou a luta, o que esperar dele!? Não conheço nenhum sistema político que seja perfeito; alguém sempre está explorando alguéns. Portanto, quando for necessário brigar por seus valores, não hesite e erga a empunhadura em riste.

"Better die on your feet than live on your knees." Rage Against the Machine

E só porque esse texto tá ficando sério demais:

"Todas as mulheres deveriam ter quatorze anos" Nelson Rodrigues

sexta-feira, setembro 3

Os degraus de minha carreira

Ok, desocupados povos do telhado. Se vieram até aqui, leram o último não-texto e gastaram seu tempo se divertindo not, sentem e aproveitem que aí vem mais. Não que isso seja bom. Mas lá vai, essa é minha recente história.








A começar pelo que me levou a escolher minha carreira. Para os desentendidos, eu escolhi como futuro a fome, o desemprego e o não-reconhecimento dos meus estudos formais. Pois é, as pessoas costumam chamar isso de Vagabundagem Jornalismo. Aquele mesmo... Aquele que o Presidente da República afirmou legalmente não ser algo importante, tirando o fato de que foi ele quem o levou ao poder. Afinal, mídia só é importante quando se tem ela na palma da mão. Essa foi minha primeira desilusão na carreira, mas segui perseverante e cliquei na opção de "Comunicação Social: Jornalismo" lá no sítio do vestibular.

"Tem tudo a ver com ser modelo"

Eis que minha segunda frustração veio logo após ter escolhido tal ramo: amigos, parentes e até meu cachorro, que defeca em meu sofá, concordaram em uníssono quanto à inutilidade da profissão que eu sonhava exercer. Ora bolas, quem precisa de pessoas transmitindo informação!? Abandonado e sem o apoio de meus camaradas e até do meu próprio pai (ele achou ser brincadeira quando eu disse que queria ser jornalista; nenhuma novidade, considerando que ele é engenheiro), eu tremi sobre minhas pernas por um momento. Eu sou um homem de fibra, por isso bati a poeira e me levantei para seguir em frente. Fiz vestibular, esqueci 18 anos de conteúdo inútil e passei com louvor e pompas na minha primeira opção de estabelecimento de ensino superior.


Minha terceira queda. Universidade Federal. Tente resolver algum problema, conseguir alguma informação ou descobrir que textos são necessários para a prova em um lugar dirigido por funcionários públicos, mantido por funcionários públicos e frequentado por professores argentinos, alunos franceses e recepcionistas nordestinos... Todos funcionários públicos. Imaginem comigo uma Torre de Babel. Adicione cearenses. Empregue eles pelo Estado. Estabeleça tudo isso abaixo do nono círculo do Inferno, e torne o Diabo o reitor. Ok, eu passei pelo mais difícil antes, agora era questão de me adaptar. Ou não?

Mas eu levei na malandragem. Foi duro, mas foi. Tinha que ser. Virei homenzinho e aprendi os dialetos e as manhas, enfim, acabei aprendendo a me virar. Embora o problema só estivesse começando. A quarta provação veio ao descobrir que virtualmente todas as pessoas naquele lugar eram diferentes demais, desconhecidas demais e estranhas demais. O mesmo valia para mim, sou estranho por natureza e tímido por necessidade. O que fazer quando aparentemente ninguém gosta das mesmas músicas (fora Los Hermanos, a aprovação é consensual), dos mesmos jogos (pelo visto, sou o único naquele lugar que sabe o que é "Gears of War") e das mesmas mulheres (lá já é difícil achar alguém que goste de mulheres...)!? Estava na beira do precipício, mas fiz a coisa certa: dei um passo à frente. Mandei o mundo se foder e segui em frente.

Pior não poderia ficar. Ou pelo menos, eu achava. Ok, não vou demonizar meus companheiros de carreira, todos eles são pessoas muito legais. Só foi meio complicado se virar não usando drogas ilegais, não curtindo festas malucas e choppadas e sendo um péssimo jogador de futebol. Ainda mais quando são essas coisas que te incluem socialmente. Ao menos me mantive íntegro, fiel aos meus valores! Sem maconha, nunca botando uma bola no pé e sonhando em conquistar a ruiva dos meus sonhos apenas com meus poemas e meu charme. Continuei mandando o mundo se foder, ele achou engraçado e deixou eu fazer novos amigos. Sem ruivas por enquanto, mas já é um começo.

Minha saga ainda está incompleta, portanto em um futuro remoto haverá uma continuação desse meu épico máximo. Acho que os maiores agradecimentos por eu ter sobrevivido a essa via crucis vão aos meus pais, por terem duvidado silenciosamente de mim desde o início, aos meu amigos, que me abandonaram e ainda assim eu gosto pra caralho deles (gay...) e a mim mesmo, afinal só sendo um completo idiota idealista e masoquista para resistir a tanta pancada.

"Jornalismo: revoluções entre allegros e adagios"
  
Vocês ainda vão ler minhas palavras e meus poemas por aí!
Um grande aperto de mãos para meus leitores, e um beijo demorado em minhas leitoras.

segunda-feira, maio 31

Relações de Poder

Existe uma ordem que rege o fluxo da vida. Quem come quem, quantas vezes e com quantos hits se faz o combo, são questões recorrentes na disputa pela sobrevivência. Em uma aula para a vida, segue aqui um manual para não se enganar na hora de decidir se chora, foge ou vai pra luta.

Essa é a ordem de respeito: ao ver um tubarão voador, chore. Mas se do outro lado tiver um tanque voador, fuja para o lado do tubarão, e assim por diante. Caso fique em dúvida, procure o Kraken mais próximo e corra exatamente para o outro lado, e nunca olhe para trás.



Com quantos Zeus se faz um Kraken?

segunda-feira, maio 25

Relatos de uma guerra particular

Nas instituições penitenciárias povotelhadenses há incessantes disputas territoriais, o que regularmente abre espaço para conflitos físicos entre os detentos. No arquivo de nosso suspenso governo, encontramos cenas de violência fortes e realísticas. Não assistam durante a refeição nem quando estiverem de mau-humor.




Cinema é realmente a sétima arte. Pena que existem os japoneses...

quinta-feira, março 26

Relatos de uma guerra particular



Um ataque fulminante de um povo do telhado deveria ser fatal, como sabemos através de histórias contadas por nossos pais desde a nossa infância. Apesar dessa premissa, foi gravado um rápido ataque surpresa mal-sucedido, o que denota a capacidade de errar entre os povos do telhado. Um momento raro e assustador, pois mostra na íntegra o momento do bote. Fiquem sempre de olhos abertos.

Relatos de uma guerra particular


Me aterrorizo cada vez mais a cada dia que eu vivo. A ousadia desse povo, antes subestimada, agora beira a inconsequência. Nosso meio de transporte mais difundido, o trem, foi alvejado por vários povos do telhado famintos. Eles encontraram resistência e se refugiaram no local mais óbvio, o telhado dos vagões. Abaixo está um trecho da peleja capturado por um cinegrafista amador.



0m'01s - Chegada do trem à estação
0m'33s - Clímax do embate
0m'55s - Fim do assalto
1m'00s - Feira de vacas
1m'21s - Povo do telhado irlandês espia o movimento ruminante
1m'39s - Ruminante é levado para virar oferenda ao povo do telhado, mas resiste

sexta-feira, março 20

Relatos de uma guerra particular





Um povo do telhado tenta atingir nosso território! Eles estão cada dia mais ousados. Talvez chegará o dia em que eles descerão em massa, e esse fatídico dia será o fim de uma raça. Está nas nossas mãos decidir quem levará a melhor. Portanto, caso você se depare com um deles, não hesite em exterminá-lo. Depois não diga que eu não avisei.