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domingo, março 13

Como enfiar erudição na cabeça das crianças

Se tratando de público, música clássica sempre foi muito elitista. Um ouvido pouco treinado não é capaz de distinguir bem a harmonia trabalhada de uma peça que envolve cinquenta (cadê a porra do trema!?) instrumentos, variações de tempo, escalas misturadas... Então como é possível ela ainda existir nos dias de hoje, onde os produtos (isso mesmo, música não deixa de ser um) têm de ser efêmeros para serem consumidos em tempo recorde, e não degustados como deveriam?

Vou dar uma resposta ambígua: ela se reinventa. E logo se vê o lado ruim disso. Não é difícil de concluir que um estilo musical que foi desenvolvido durante séculos (oficialmente o nono d.C.) possui uma inegável tradição. Música clássica é tradição, seu nome varia disso, mas quando essa tradição se vê diante do ostracismo ela passa por transformações que podem tanto apagá-la do folk lore da elite (contradição?) ou torná-la parte do folk lore da massa. Sendo pessimista, ela vulgariza.


 Mas agora vejamos o lado bom disso. A arte não é só feita de transpiração. Wahrol está aí para nos mostrar isso, e não é preciso gostar da obra dele, só reconhecer que ele foi um dos artistas mais influentes do meio século passado. Tanto o foi Carlos Drummond de Andrade e sua maldta pedra na porra do caminho. O que se pode tirar disso é a força que a simplicidade e a inspiração têm. Mas o que isso tem a ver com música clássica?





Isso:



Reinvenção. Esse exemplo ainda traz outro detalhe interessante. A idade dos instrumentistas eruditos: crianças e adolescentes. Os coordenadores desse projeto foram capazes de trazer pro universo deles uma cultura estranha e difícil, e o fizeram com maestria. E porra, é Rage! O quão foda é isso!?

Lidando com crianças, ainda há um outro exemplo legal:



O sistema de educação tem que incorporar as verdadeiras nuances da cultura que os jovens vão encontrar fora de casa. Isso é ensinar a viver, e com bom gosto! Ser criativo hoje em dia é saber misturar bem.

E mais esse vídeo, só porque é foda:



Que meus leitores morram dormindo, e tenham insônia crônica.

quarta-feira, março 2

Arte visual

Há imagens que falam por si mesmas.


Mas eu ainda prefiro Gears of War - long live Xcaixa!


Edit:



Como eu disse, a imagem é legalmente valiosa. Pensem nisso.

sábado, fevereiro 12

Dia de Juízo 7

Protetores de calcinhas!





O Phil e o Amendoim são as persoangens mais geniais da história nonsenso-televisiva da história!

sexta-feira, fevereiro 11

Inception awesome!

Ok, não seria legal; mas faria sentido. Esse vídeo é para quem entende inglês e/ou Inception, o que for mais conveniente.





Assistam Memento, também do Chris Nolan, e tenham orgasmos mentais. Se você achou Inception foda, prepare-se para ter orgasmos múltiplos com Memento.

quarta-feira, fevereiro 2

Dia de Juízo 6

Esse capítulo de nossa novela supera qualquer clássico de máfia na história da sétima arte.

Melhor que Poderoso Chefão (que espécie de tradução é essa...).
Melhor que Scarface.
Melhor que Poderoso Chefão 2.
Melhor que Os Bons Companheiros.
Melhor que o Poderoso Chefão 3 (ok, qualquer coisa é melhor que ele...).
Melhor que... ah, você já entendeu.





Ou não.

sexta-feira, janeiro 21

Dia de Juízo 5

Voltando do recesso (mais ou menos), trago-lhes esse episódio genial onde Harvey aborda uma temática atual e contundente. Ah, e engraçado também. Pra caralho.

Pensem em uma banda colorida sendo moída em instrumentos medievais de tortura, ajuda bastante a curtir o desenho.


sábado, janeiro 8

Dia de Juízo 4

Dessa vez veremos noso herói finalmente em um romance sério, durante um intrigante caso de investigação. Fina película do cinema policial noir, misto de Bukowski com o melhor jurídico de Law and Order.

Apreciem.





O filme do Zé Colmeia estreia ainda nessas férias, aproveitem e vejam Harvey antes de ir para o cinema e vomitar pensando no Catatau. Ou UnaCatatau.

sexta-feira, dezembro 31

Dia de Juízo 3

Último post do ano.


Amo todos vocês.


Mentira.


Mas gosto o bastante de vocês para postar alguma coisa aqui.


domingo, dezembro 26

Dia de Juízo 2

Esse será o segundo episódio, dando continuidade à série genial trazida para vocês apenas aqui, nos Jardins Suspensos do Povo do Telhado!

Enjoy:







E agora, imagens da primeira fase do jogo do Harvey, somente para Wii.

Cara, eles fizeram um jogo do Harvey. pqp



quarta-feira, dezembro 15

Dia de juízo 1

Boa noite, boa tarde e bom dia para todos os nossos leitores!!!!!111!!onze!!


Essa postagem, ao contrário de muitas outras na história dessa pocilga, seguirá uma linearidade. Uma linha de tempo. Uma lógica temporal. Continuações crônicas. Sequencias coordenadas. Pênis.

E para tanto, decidi escolher um desenho genial que passava no saudoso adult swim. Harvey Birdman, Attorney at Law. Essa película, a nível de desenho nonsense, está para minha infância assim como Hulk está para a última temporada de Law and Order, trollzando geral mesmo, porra! E foda-se, assitam essa merda e me xinguem depois:



Se gostarem, comentem para eu continuar postando. Sua contribuição é muito importante, cada clique representa mais uma criança sendo tirada das ruas!

...E levada para tráfico de órgãos ou prostituição. Nunca disse que seria algo bom.

domingo, outubro 3

Entre pelejas e palavras

Pois bem, hoje é meu aniversário.



                                                                         Foda-se.



Esse texto tem como proposta não entoar antífonas sobre minhas conquistas em vida, mas sim mostrar como, após tantos anos, descobri ferramentas que permitiram às minhas opiniões serem soberanas entre tanta opiniões outras, diversas e imbecis. Hoje faço anos e estou mais perto de me tornar, talvez, um comunicador competente. Ser um profissional da retórica demanda seguir certos preceitos, e gostaria de comaçar falando de um bem importante:


1 - Promova seu pênis



Você fez aquele curso de arranjos florais em porcelana perfumada? Não tenha medo de usá-lo como argumento para comer alguém. As pessoas se assustam com currículos extensos, e, quanto mais inusitados, melhor. Ninguém mais liga se o avaliado fala 3 idiomas, cursou 2 faculdades, tem 1 euPod e nunca comeu ninguém. Agora, experimente dizer que sua prima é casada com um ex-BBB; cite, sem referências, quantos orgasmos um porco atinge durante um único ato sexual; fale ainda sobre aquela arte marcial que você pratica há meses, mas nunca aprendeu nada, e mostre as posições de Kama-Sutra que o sensei jura ser um kata.

Vulgarmente, mostre o quão grande é o seu pênis. Metafóricamente not. Porém, algumas vezes vão tentar te convencer do contrário. O que nos leva à segunda lição, que é:

2 - Aprenda a argumentar



O homem é um ser escroto político. Ele é o hamster lobo dele mesmo. Ele quer sempre transar tirar vantagem das situações.

Esses aforismos aparentemente universais são, na verdade, universais mesmo. E para não ser engolido pelo próximo, você tem que aprender quando atacar e quando socar narizes. Portanto, nunca assuma uma posição submissa diante daquele que quer te convencer de certa visão de mundo; ele estará errado, sempre. O mundo tem o nosso lado, que é branco, e o lado dos outros, que é preto. Qualquer nuance de cinza é sinal de que você está usando argumentos fracos ou pouca violência. E violência é um ótimo argumento:

Caso nem pênis nem palavras forem capazes de resolver a situação...
3 - Parta para a ignorância desmedida



Poder.

Todo homem o almeja, aspira ter poder. Se sobrepor. A vida ensina essa ambição de forma dura: você só percebe que precisa de poder quando descobre que não o tem. Ele te faz assumir o verdadeiro papel do hamster lobo. Quando não o alcançamos através do berço ou da retórica, há apenas uma saída.

Violência.














Termino esse texto de uma forma um pouco mais séria: quando se oprime um ser até o ponto em que suas opções são a morte ou a luta, o que esperar dele!? Não conheço nenhum sistema político que seja perfeito; alguém sempre está explorando alguéns. Portanto, quando for necessário brigar por seus valores, não hesite e erga a empunhadura em riste.

"Better die on your feet than live on your knees." Rage Against the Machine

E só porque esse texto tá ficando sério demais:

"Todas as mulheres deveriam ter quatorze anos" Nelson Rodrigues

segunda-feira, setembro 27

Nunca diga não ou "o fator Panda"

Um dos maiores desafios do ser humano, em uma sociedade tão permissiva e condescendente, é a capacidade de dizer não.



Moleques funkeiros e metidos a bad boy chamam sua filha para sair na balada, em alguma boate/ringue da Barra, e o que você diz? "Nem fodendo, seu fanfarrão. Chegue mais perto e eu arranco suas bolas com meus dentes" é o que você pensa, mas acaba permitindo. Não quer ver sua filha triste e contrariada.

Outra situação semelhante, sua mulher pede o carro para fazer compras com as amigas, depois de lavar a roupa e levar os filhos na escola (qualquer semelhança a algum movimento extremista comportamental é pura coincidência verdade mesmo). Seu espírito clama, esbraveja e grita a plenos pulmões que "Porra nenhuma, carro é uma arma na mão de quem não consegue nem pilotar fogões direito", mas entrega a chave porque sabe que greve de sexo é mais preocupante do que a segurança dos pedestres.

Sem contar aquelas vezes em que seu amigo pede para você ajudá-lo com uma garota, para acompanhar a amiga dela ou apenas distrair a colega grudenta. Você entende os riscos, respira fundo, conta até 17 e pensa lá no fundo que "A mulher tem 50% de chances de ser muito gata e desesperadoramente frígida, e outros 50% de chance de ser o exato contrário". A vida é contabilizada nessas estatísticas. Mas existe algo como lei de Murphy, portanto se a menina não entrar em nenhum dos dois casos anteriores, ela terá herpes.

Todas essas situações são hipotéticas, claro, mas agora veremos uma série de registros reais e que podem agredir a moral do espectador desavisado. Calma, o comportamento mostrado a seguir é meramente fictício e a realidade é somente representada pela Desciclopédia mesmo.



Agora, depois de tão ilustrativa campanha publicitária, você seria capaz de realmente dizer não? Esses comerciais incisivos nos mostram o quanto a capacidade argumentativa do ser humano cai por terra quando entra em jogo o fator "Panda".

sexta-feira, setembro 3

Os degraus de minha carreira

Ok, desocupados povos do telhado. Se vieram até aqui, leram o último não-texto e gastaram seu tempo se divertindo not, sentem e aproveitem que aí vem mais. Não que isso seja bom. Mas lá vai, essa é minha recente história.








A começar pelo que me levou a escolher minha carreira. Para os desentendidos, eu escolhi como futuro a fome, o desemprego e o não-reconhecimento dos meus estudos formais. Pois é, as pessoas costumam chamar isso de Vagabundagem Jornalismo. Aquele mesmo... Aquele que o Presidente da República afirmou legalmente não ser algo importante, tirando o fato de que foi ele quem o levou ao poder. Afinal, mídia só é importante quando se tem ela na palma da mão. Essa foi minha primeira desilusão na carreira, mas segui perseverante e cliquei na opção de "Comunicação Social: Jornalismo" lá no sítio do vestibular.

"Tem tudo a ver com ser modelo"

Eis que minha segunda frustração veio logo após ter escolhido tal ramo: amigos, parentes e até meu cachorro, que defeca em meu sofá, concordaram em uníssono quanto à inutilidade da profissão que eu sonhava exercer. Ora bolas, quem precisa de pessoas transmitindo informação!? Abandonado e sem o apoio de meus camaradas e até do meu próprio pai (ele achou ser brincadeira quando eu disse que queria ser jornalista; nenhuma novidade, considerando que ele é engenheiro), eu tremi sobre minhas pernas por um momento. Eu sou um homem de fibra, por isso bati a poeira e me levantei para seguir em frente. Fiz vestibular, esqueci 18 anos de conteúdo inútil e passei com louvor e pompas na minha primeira opção de estabelecimento de ensino superior.


Minha terceira queda. Universidade Federal. Tente resolver algum problema, conseguir alguma informação ou descobrir que textos são necessários para a prova em um lugar dirigido por funcionários públicos, mantido por funcionários públicos e frequentado por professores argentinos, alunos franceses e recepcionistas nordestinos... Todos funcionários públicos. Imaginem comigo uma Torre de Babel. Adicione cearenses. Empregue eles pelo Estado. Estabeleça tudo isso abaixo do nono círculo do Inferno, e torne o Diabo o reitor. Ok, eu passei pelo mais difícil antes, agora era questão de me adaptar. Ou não?

Mas eu levei na malandragem. Foi duro, mas foi. Tinha que ser. Virei homenzinho e aprendi os dialetos e as manhas, enfim, acabei aprendendo a me virar. Embora o problema só estivesse começando. A quarta provação veio ao descobrir que virtualmente todas as pessoas naquele lugar eram diferentes demais, desconhecidas demais e estranhas demais. O mesmo valia para mim, sou estranho por natureza e tímido por necessidade. O que fazer quando aparentemente ninguém gosta das mesmas músicas (fora Los Hermanos, a aprovação é consensual), dos mesmos jogos (pelo visto, sou o único naquele lugar que sabe o que é "Gears of War") e das mesmas mulheres (lá já é difícil achar alguém que goste de mulheres...)!? Estava na beira do precipício, mas fiz a coisa certa: dei um passo à frente. Mandei o mundo se foder e segui em frente.

Pior não poderia ficar. Ou pelo menos, eu achava. Ok, não vou demonizar meus companheiros de carreira, todos eles são pessoas muito legais. Só foi meio complicado se virar não usando drogas ilegais, não curtindo festas malucas e choppadas e sendo um péssimo jogador de futebol. Ainda mais quando são essas coisas que te incluem socialmente. Ao menos me mantive íntegro, fiel aos meus valores! Sem maconha, nunca botando uma bola no pé e sonhando em conquistar a ruiva dos meus sonhos apenas com meus poemas e meu charme. Continuei mandando o mundo se foder, ele achou engraçado e deixou eu fazer novos amigos. Sem ruivas por enquanto, mas já é um começo.

Minha saga ainda está incompleta, portanto em um futuro remoto haverá uma continuação desse meu épico máximo. Acho que os maiores agradecimentos por eu ter sobrevivido a essa via crucis vão aos meus pais, por terem duvidado silenciosamente de mim desde o início, aos meu amigos, que me abandonaram e ainda assim eu gosto pra caralho deles (gay...) e a mim mesmo, afinal só sendo um completo idiota idealista e masoquista para resistir a tanta pancada.

"Jornalismo: revoluções entre allegros e adagios"
  
Vocês ainda vão ler minhas palavras e meus poemas por aí!
Um grande aperto de mãos para meus leitores, e um beijo demorado em minhas leitoras.

segunda-feira, maio 31

Relações de Poder

Existe uma ordem que rege o fluxo da vida. Quem come quem, quantas vezes e com quantos hits se faz o combo, são questões recorrentes na disputa pela sobrevivência. Em uma aula para a vida, segue aqui um manual para não se enganar na hora de decidir se chora, foge ou vai pra luta.

Essa é a ordem de respeito: ao ver um tubarão voador, chore. Mas se do outro lado tiver um tanque voador, fuja para o lado do tubarão, e assim por diante. Caso fique em dúvida, procure o Kraken mais próximo e corra exatamente para o outro lado, e nunca olhe para trás.



Com quantos Zeus se faz um Kraken?

quinta-feira, fevereiro 11

Nouvelle Cinema

Ah, o cinema. Grandiosa película lapidada para nosso entreterimento, nossa reflexão ou para estimulação sexual imaginária. Graças primordialmente aos irmãos Lumiére, a popularização do cinema ergueu uma indústria multibilionária, que nos presenteou com tantas atrizes maravilhosas como Marilyn Monroe, Nana Gouvêa e... epa, acho que tem algo errado.

Acima da boa atuação, existe o esforço. Nessa arte tão intrínseca, devemos sempre valorizar aqueles trabalhos que tentaram, mesmo que não tenham conseguido muito. Às vezes, não conseguem nem um pouco. Mas, obviamente, existem aquelas atuações que foram feitas apenas para nos divertir, porque não conseguiram porra nenhuma mesmo. Liderados por Ben Stiller, Arnold Schwarznigger e os roteiristas do Adam Sandler, esse movimento trash é digno de grandissíssima... pena. Confiram:















Oscar eu não sei, mas aposto que esses atores ganham um Nobel da Paz facim, facim. Até o Obama ganhou...

sexta-feira, janeiro 15

Diálogo random do Dead Pool























O filme do Dead Pool será bom em demasia. Junto com o Homem de Ferro II, esse ano promete!

Pegue seu banquinho...

... e saia de mansinho, antes que esse muleque de 5 anos enfie uma baqueta no seu rabo.




Pronto, resolvido o problema de bateira da Cotimonera. Chuta o Bruno e põe o muleque.

quarta-feira, janeiro 13

Isto é fofo

Ok, meu coração está amolecendo. Sempre fui um cara frio, e por isso mesmo evito vídeos que mexem com nossas emoções, tão humanas e fracas; mas tem certas coisas que são simplesmente fofas. Não, não estou falando do Maynard. O que eu lhes trago são alguns vídeos tão cuties, que talvez estejam figurando em algum clipe de banda Emocore (Cotimonera cof cof...), mas prefiro nem pensar nisso... Assistam e comentem seus "Owwwwnnnnn":

 
 



Bem, o que eu estava falando sobre o Maynard...



domingo, janeiro 10

Hoje ainda é dia de rock


Hoje acabaram as malditas provas de vestibular. Hoje meu domingo está ensolarado, meu cachorro está quieto e eu estou finalmente vendo os minutos passarem sem me procupar com a próxima semana, a próxima provação ou próximo sacrifício. Toda essa situação... Quase não acredito. Bem, espero que vocês tenham um futuro tão incerto quanto o meu, e tenham umas férias do caralho. Ficam aqui umas dicas para o lindo fim de domingo que está passando pela sua janela:


Frank Gambale - Não tem nome, apenas ouçam



Pat Metheny & Jaco Pastorius - Bright Size Life



The Beatles - Strawberry Fields



Jaco Pastorius - Portrait of Tracy